sexta-feira, 27 de agosto de 2010

De olho no céu

De Olho no céu (Eyes on the Skies) é um filme produzido em DVD e Blue-ray, disponível para emissoras de TV e para eventos públicos realizados por educadores, centros de ciência, planetários, astrônomos amadores, etc. Ele explora as muitas facetas do telescópio – sua história, a importância científica, os avanços tecnológicos e também as pessoas por trás dessa invenção inovadora, seus triunfos e fracassos. O DVD tem duração de 60 minutos e contém legendas em vários idiomas.

O filme pode ser exibido por emissoras de TV, desde que seja exibido na íntegra, incluindo a maior parte dos créditos.
Características:

* Este é um filme oficial do Ano Internacional da Astronomia 2009 e da União Astronômica Internacional;
* Duração de 60 minutos, com narração e comentários de especialistas;
* Elementos visuais: animações, simulações de computador e os resultados da ciência;
* Trilha sonora por movetwo;
* Produzido pela ESA / Hubble (a mesma equipe por trás do filme como amplamente distribuído “Hubble – 15 Anos de Descobertas);
* Dirigido por Lars Lindberg Christensen;
* Design Visual por Martin Kornmesser;
* Escrito por Govert Schilling e Lars Lindberg Christensen;
* Apresentador: Dr. J – Dr. Joe Liske da ESO, apresentador do vídeo Hubblecast;

Capítulos:

1. New Views of the Skies – Novas visões do céu
2. Bigger is Better – Quanto Maior Melhor
3. Technology to the Rescue – O valor da Tecnologia
4. From Silver to Silicon – Da prata ao silício
5. Seeing the Invisible – Enxergando o Invisível
6. Beyond Earth – Fora da Terra
7. What’s Next? – O que vem a seguir?

Roteiro:
O roteiro do filme (em Inglês) está disponível em formato PDF (2,58 MB)

Imagens para a imprensa:
Imagens de alta resolução download contendo cenas do filme neste link

Site Oficial:
http://www.eyesontheskies.org/

A Strange Ring Galaxy

Is this one galaxy or two? Astronomer Art Hoag first asked this question when he chanced upon this unusual extragalactic object. On the outside is a ring dominated by bright blue stars, while near the center lies a ball of much redder stars that are likely much older. Between the two is a gap that appears almost completely dark. How Hoag's Object formed remains unknown, although similar objects have been identified and collectively labeled as a form of ring galaxy. Genesis hypotheses include a galaxy collision billions of years ago and the gravitational effect of a central bar that has since vanished. This image, taken by the Hubble Space Telescope in July 2001, reveals unprecedented details of Hoag's Object and may yield a better understanding. Hoag's Object spans about 100,000 light years and lies about 600 million light years away toward the constellation of the Snake (Serpens). Coincidentally, visible in the gap (at about one o'clock) is yet another ring galaxy that likely lies far in the distance. Image Credit: NASA, R. Lucas (STScI/AURA)
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

hubble fotografa berçario de estrelas.

chuva de meteoro em 2011.


A Nasa - agência espacial americana - começou a avaliar os riscos para satélites e naves espaciais em órbita da Terra, como a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), devido a uma poderosa chuva de meteoros que deve atingir o planeta em 8 de outubro de 2011. O fenômeno ocorre no outono do hemisfério norte, vai durar sete horas e deverá ser especialmente violento.
A Nasa pode, inclusive, redirecionar a ISS. William Cooke, do Marshall Space Flight Center (Huntsville, Alabama), ligado à agência espacial, disse que os especialistas preveem uma grande chuva e esperam um pico de várias centenas de meteoros por hora.
Duas outras chuvas fortes ocorreram em 1985 e 1998, mas não causaram problemas nos satélites e naves em órbita. Desta vez, a probabilidade de problemas também não é alta. No entanto, Cooke diz que a prevenção é importante e que a próxima tempestade não deve ser ignorada.
Segundo Cooke, a ISS tem um escudo contra as rochas do espaço e, se necessário, pode ser redirecionada. O mesmo se aplica ao telescópio Hubble. O cientista incentiva programadores a determinar se é necessário preparar estratégias de defesa. "Se um meteoro esporádico atinge você, é má sorte. Se isso ocorre durante uma chuva de meteoros, é negligência", diz o cientista.

Baratas sobreviveriam a uma guerra nuclear?


Elas apareceram no planeta há cerca de 300 milhões de anos - há muito mais tempo que o ser humano. Não importa quantos venenos, chineladas e vassouradas elas levem, sempre voltam a aparecer. Não bastasse tudo isso, muitas pessoas acreditam que o único ser que conseguiria sobreviver a uma guerra nuclear seria a barata. Mas isso é realmente verdade? As informações são do siteLife's Little Mysteries.
A ideia parece plausível, já que a barata é um inseto numeroso e resistente - algumas aguentam até um mês sem comer. Além disso, ela tem outras características que indicam que ela poderia ainda existir depois que o último ser humano desaparecesse, como, por exemplo, a capacidade de se reproduzir rapidamente e em grandes números.
Além de tudo isso, as baratas tem uma tolerância à radiação maior do que outros animais, ainda mais se comparadas ao ser humano. Elas também têm uma grande capacidade de adaptação, sempre desenvolvendo tolerância e imunidade a venenos. Essas características ajudariam o inseto a sobreviver ao longo período de contaminação que segue uma explosão nuclear. Contudo, como qualquer outro ser vivo, se as baratas estiverem próximas à explosão, vão acabar tostadas.
O programa Mythbusters, do Discovery Channel, já fez essa pergunta anteriormente. No experimento da TV, o time de especialistas utilizou três grupos de insetos - baratas, besouros e moscas da fruta.
O experimento indicou que, apesar de sobreviverem a doses de radiação 10 vezes maiores que as suportadas pelo ser humano, as baratas não aguentavam tanta radiação como a mosca da fruta. A equipe afirmou, ao final do programa, que a afirmação de que as baratas são os seres mais aptos a sobreviver a uma guerra nuclear era apenas um mito.
Segundo o site, apesar do experimento, existem cerca de 4 mil diferentes espécies de baratas, além de uma população de alguns bilhões de insetos. É possível que algumas delas sobrevivam a um holocausto nuclear, dependendo da intensidade da radiação. Além disso, as que sobreviverem rapidamente estarão cheias de companheiras.

velocidade da luz!

É um dos maiores sonhos da humanidade, conseguir viajar anos-luz para chegar às estrelas e planetas distantes do nosso sistema solar. Para esse propósito, precisaríamos de uma nave que viajasse a uma velocidade absurdamente alta para chegar aos nossos vizinhos - algo próximo da velocidade da luz. Contudo, se os astronautas têm que passar por duro treinamento para aguentar a velocidade dos foguetes que saem do nosso planeta, o que aconteceria ao nosso corpo se viajássemos a 300 mil km/s (ou mais de 1 bilhão de km/h)?


O espaço interestelar é praticamente vazio. Para cada centímetro cúbico, os cientistas acreditam que exista cerca de dois átomos de hidrogênio - no mesmo espaço, no ar da Terra, há cerca de 30 bilhões de átomos do mesmo elemento. Contudo, em entrevista à New Scientist, o cientista William Edelstein, da Universidade de Medicina John Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos, diz que esse gás escasso pode fazer mais mal em uma viagem próxima à velocidade da luz do que um ataque romulano aos tripulantes da espaçonave Enterprise - da série Star Trek.
Baseado na teoria da relatividade de Albert Einstein, se acredita que o hidrogênio que está no espaço interestelar seria transformado em uma intensa radiação que poderia, em segundos, matar os tripulantes e destruir os equipamentos eletrônicos. Segundo Edelstein, a 99,999998% da velocidade da luz, os átomos do gás gerariam uma energia de 7 teraelectron volts - a mesma energia que os prótons do Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês). "Para a tripulação, seria como estar de frente ao raio do LHC", diz Edelstein.
O casco da espaçonave até poderia prover uma pequena proteção. Segundo Edelstein, uma camada de 10 cm de alumínio poderia absorver menos de 1% da energia. Ele afirma que, como os átomos de hidrogênio tem apenas um próton no núcleo, estes poderiam expor a tripulação a uma perigosa radiação ionizante que quebraria os elos químicos e danificaria o DNA. "Os átomos de hidrogênio são minas espaciais inevitáveis", diz o cientista.
A dose fatal de radiação para humanos é 6 sieverts. Edelstein calcula que a tripulação de uma espaçonave próxima à velocidade da luz receberia o equivalente a 10 mil sieverts em apenas um segundo, o que também enfraqueceria a estrutura da nave e danificaria os eletrônicos.
O cientista ainda especula que essa seria uma boa razão para acreditar que os ETs não chegaram ao nosso planeta. Segundo Edelstein, se um alienígena foi capaz de construir uma espaçonave que viaja à velocidade da luz, neste momento ele está morto, dentro da estrutura enfraquecida e com os sistemas de navegação quebrados.

Por que o céu é azul?


Sabemos que a luz é formada pela união de várias cores. Ao entrar em contato com a atmosfera, ela espalha-se devido às particulas existentes no ar.
Porém as ondas de cada cor espalham-se de forma diferente, dependendo do seu comprimento. Quanto mais curtas, mais dispersas elas se tornam. O comprimento da onda azul faz com que ela se espalhe o suficiente para dar ao céu a tonalidade que vemos.
Já no final da tarde, o sol ilumina obliquamente, obrigando os raios a fazer um caminho mais longo para chegar à Terra. Tal fato dispersa quase totalmente a luz azul e torna visível a vermelha, que possui um comprimento maior, dando-nos o espetáculo do pôr-do-sol.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Dicionario astronomico

Você sabe quanto mede um ano luz? E o que seria uma Anã Branca?
Conheça o significado destes e de centenas de outros termos astronômicos com o  Dicionário Astronômico.



Clique aqui para fazer o download do arquivo, em formato PDF (680 Kb).
Obs.: É necessário ter instalado o Acrobat Reader em seu computador para abrir o arquivo.

fascinio do universo

Neste livro você vai ler textos sobre pesquisas atuais em Astronomia, escritos por pesquisadores da área, refraseados em linguagem jornalística.
As informações são atualíssimas, mas a linguagem é compreensível por não iniciados.
A cobertura de temas não é e nem pode ser completa num pequeno livro, dado que a Astronomia é vastíssima. Ela representa a visão de alguns pesquisadores, formada a partir de seus postos, na fronteira da pesquisa. Ela mostra também como a área se estrutura no Brasil, em termos de empregos, formação de pessoal e atividade de divulgação.
A primeira edição é de 40 mil exemplares, distribuídos gratuitamente, principalmente para escolas públicas. A Astronomia brasileira tem uma história de sucesso nos últimos 40 anos, reconhecida internacionalmente.
Graças ao apoio das agências de fomento à pesquisa, federais e estaduais, ela continuará crescendo na próxima década. Temos pouco mais de duas centenas de cientistas na área e esse número precisa aumentar bastante para o Brasil fazer jus às suas aspirações de país desenvolvido.

worldwide telescope

O WorldWide Telescope (WWT) é um rico ambiente de visualização que funciona como um telescópio virtual, permitindo que qualquer pessoa possa utilizar dados astronômicos profissionais para explorar e compreender o Universo. Foi criado no Microsoft Research por Curtis Wong e Jonathan Fay, com orientação astronômica de Alyssa Goodman e outros astrônomos profissionais, sendo lançado em 2008. A imagem abaixo mostra uma visão de Marte no WWT em modo 3D:

Acreditamos que o WWT seja uma forma de tendência futura de ensinar e aprender conceitos sobre ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Para que o Brasil ocupe uma posição de destaque em tecnologia, o ensino de ciências deve incentivar investigações e descobertas, ao invés de simples memorização de fatos.
O WWT auxilia na consecução destes objetivos críticos da aprendizagem, fornecendo as seguintes funcionalidades:
  • Acesso sem precedentes a dados astronômicos reais, permitindo aos usuários experimentar a emoção da descoberta ao explorar e entender o nosso Universo;
  • Um ambiente 3D construído sobre um engine utilizado em videogames, que utiliza dados reais e que permite aos usuários visualizar conceitos difíceis de entender através da mídia tradicional;
  • A detalhada interface de visualização oferece aos usuários uma perspectiva holística sobre o alcance e a escala do Universo;
  • Links para conteúdo on-line em uma variedade de níveis, a partir de verbetes da Wikipédia para artigos de jornais e revistas.
O WWT pode ajudar a mudar a forma como os alunos aprendem ciência, demonstrando a alegria da investigação e descoberta. Acreditamos que este entusiasmo dos alunos se alastre para outras áreas da ciência, especialmente se este tipo de ambiente de visualização estiver disponível em outros campos.
O software WWT já possui mais de dois milhões de usuários em todo o mundo, em sua maioria, astrônomos amadores.  Clique aqui para fazer o download do software.

2013! sera?

No dia 1º de agosto, quase todo o lado do Sol que é visto da Terra entrou em grande erupção. Após um período de calma um pouco mais longo do que o habitual na estrela, essa atividade deu origem a um fenômeno de enorme intensidade.
A rajada solar de classe C3 emitida pelo Sol provocou, entre outros efeitos, o que os cientistas chamam de ejeção de massa coronal em direção à Terra. Essa emissão atingiu o campo magnético terrestre dois dias depois.
O processo que levou à formação do “tsunami solar” foi registrado pelo Solar Dynamics Observatory (SDO), sonda da Nasa, a agência espacial norte-americana, que estuda processos solares que afetam a Terra. O veículo foi lançado em fevereiro.
Uma imagem divulgada pela Nasa mostra o hemisfério norte solar em meio à erupção. As cores variadas na imagem representam temperaturas diferentes de gases, que vão de cerca de 1 milhão a 2 milhões de graus Celsius.
Segundo a Nasa, foi uma das mais rápidas ejeções de massa coronal em anos. A agência também divulgou um vídeo, formado a partir da montagem de imagens obtidas por outros telescópios, que mostra a rápida explosão de materiais seguida por uma erupção mais lenta em outra parte do Sol.
Quando a ejeção atingiu a Terra, após se deslocar a mais de 1 mil quilômetros por segundo, o impacto provocou uma tempestade geomagnética que durou quase 12 horas, tempo suficiente para formar auroras sobre a Europa e a América do Norte.
As ejeções de massa coronal se constituem em enormes nuvens de partículas carregadas que são lançadas pelo Sol em períodos de várias horas e que podem conter até 10 bilhões de toneladas de plasma.
Esses fenômenos se expandem a partir do Sol em velocidades muito elevadas, suficientes para percorrerem a distância de cerca de 150 milhões de quilômetros entre a Terra e o Sol em apenas dois dias. Explosões solares podem interferir em sistemas eletrônicos de comunicação.
O Sol passa por ciclos de atividade regular que duram aproximadamente 11 anos. O mais recente momento de atividade máxima ocorreu em 2001 e ejeções como a registrada agora são os primeiros sinais de que o Sol está “acordando” de um período de calma. Os cientistas calculam que a próxima máxima ocorrerá em 2013.

teoria da relatividade serve para quase todo o cosmos!

A análise de mais de 70 mil galáxias, conduzida por um grupo internacional de físicos, demonstrou que o Universo funciona de acordo com as regras descritas há quase 100 anos por Albert Einstein – tanto nas proximidades da Terra como a mais de 3,5 bilhões de anos-luz de distância.
Ao calcular a união dessas galáxias, que formam aglomerados e se estendem por quase um terço da distância até o virtual limite do Universo, e ao analisar as velocidades e distorções desse fenômeno, os pesquisadores demonstraram que a Teoria da Relatividade Geral se aplica ao que ocorre em escala cósmica.
Outra consequência direta do estudo é que a existência de matéria escura é a explicação mais provável para a constatação de que as galáxias e os aglomerados se movem pela influência de algo a mais do que é possível observar.
“Uma consequência interessante ao lidar com escalas cosmológicas é que podemos testar qualquer teoria completa e alternativa da gravidade, porque ela deveria prever as coisas que observamos”, disse Uros Seljak, professor na Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, e no Instituto de Física Teórica da Universidade de Zurique, na Suíça, um dos autores do estudo.
“As teorias alternativas que não requerem matéria escura não passaram nos testes”, disse Seljak. Uma delas é a teoria da gravidade tensor-vetor-escalar (TeVeS), que modifica a relatividade geral ao evitar contemplar a existência da matéria escura.
O novo estudo contradiz um outro divulgado no ano passado que indicou que o Universo em seu início, entre 11 e 8 bilhões de anos atrás, não poderia se encaixar na descrição relativística geral da gravidade.
O novo trabalho foi publicado na edição desta quinta-feira (11/3) da revista Nature e tem como um dos autores James Gunn, professor de física na Universidade Princeton e “pai” do Sloan Digital Sky Survey, projeto iniciado em 2000 que pretende mapear um quarto do céu, observando mais de 100 milhões de objetos.
De acordo com a Teoria da Relatividade Geral, publicada por Einstein em 1915, a matéria (energia) curva o espaço e o tempo à sua volta – a gravitação é um efeito da geometria do espaço-tempo.
Isso significa que a luz se curva à medida que passa por um objeto de grande massa, como o núcleo de uma galáxia. A teoria foi validada muitas vezes na escala do Sistema Solar, mas testes em escala galáctica ou cósmica até então se mostraram inconclusivos.
Tais testes se tornaram importantes nas últimas décadas porque a ideia de que uma massa invisível permeia todo o Universo foi combatida por diversos físicos teóricos, levando a teorias alternativas que alteraram a relatividade geral de modo a não contemplar a existência de matéria escura.
A teoria TeVeS, por exemplo, estipula que a aceleração causada pela força gravitacional de um determinado corpo depende não apenas da massa desse corpo, mas também do valor da aceleração promovida pela gravidade.
A descoberta da energia escura, a força misteriosa que causa a expansão acelerada do Universo, levou à formulação de outras teorias para explicar a expansão sem levar em conta a energia escura, cuja existência ainda é hipotética.
Segundo Seljak, testes para comparar teorias concorrentes não são fáceis. Experimentos cosmológicos, como detecções da radiação cósmica do fundo em microondas, tipicamente envolvem medir flutuações no espaço, enquanto teorias gravitacionais estimam relações entre densidade e velocidade, ou entre densidade e potencial gravitacional.
“O problema é que o tamanho da flutuação, por ele mesmo, não nos diz coisa alguma sobre as teorias cosmológicas que estão por trás. Trata-se essencialmente de uma perturbação da qual gostaríamos de nos livrar”, disse.
Ao usar dados de mais de 70 mil galáxias vermelhas distantes, obtidos pelo Sloan Digital Sky Survey, Seljak e colegas verificaram que a teoria TeVeS mostrou resultados além dos limites de erro estabelecidos. A Teoria da Relatividade Geral se encaixou dentro do limite.
Os pesquisadores pretendem reduzir a margem de erro e, para isso, querem ampliar o escopo da análise para 1 milhão de galáxias. A quantidade será possível com a entrada em operação do projeto Baryon Oscillation Spectroscopic Survey, previsto para daqui a cinco anos.

quase uma terra!

Um grupo internacional de cientistas, com participação brasileira, descobriu um exoplaneta (ou seja, além do Sistema Solar) com temperaturas superficiais consideradas estáveis e moderadas.
As temperaturas variam entre -20º C e 160º C, com a máxima muito acima do encontrado na Terra, mas muito abaixo desses planetas, chamados de “Júpiter quente”. O planeta foi descoberto por observações feitas com o telescópio espacial CoRoT.
O novo planeta, denominado CoRoT-9b, lembra bastante os encontrados no Sistema Solar. Tem o tamanho aproximado de Júpiter e uma órbita semelhante à de Mercúrio.
São conhecidos, atualmente, cerca de 400 exoplanetas, dos quais 70 orbitam uma estrela central. Esses planetas têm órbitas muito curtas ou excêntricas, com temperaturas superficiais extremas.
Em artigo publicado na Nature, Sylvio Ferraz-Mello, professor titular do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas, e colegas de diversos países descrevem o planeta, que tem uma órbita de 95 dias em torno de uma estrela parecida com o Sol.
Segundo os autores do estudo, as características do planeta se encaixam nos modelos padrões de evolução e ele provavelmente tem uma composição interna parecida com a de Júpiter ou a de Saturno.
“O CoRoT-9b é o primeiro exoplaneta até hoje encontrado que realmente se assemelha aos planetas em nosso Sistema Solar”, apontou Hans Deeg, do Instituto de Astrofísica de Canárias e primeiro autor do artigo.
“Esse é o primeiro exoplaneta cujas propriedades podemos estudar em profundidade. Ele pode se tornar a pedra de Roseta da pesquisa em exoplanetas”, disse Claire Moutou, do Departamento de Astrofísica da Universidade de La Laguna, na Espanha, um dos autores do estudo.
“Como no caso de nossos planetas gigantes, Júpiter e Saturno, o novo planeta é formado basicamente de hidrogênio e hélio. E pode conter outros elementos, como água e pedras em elevadas temperaturas e pressão, em um total de até 20 vezes a massa da Terra”, disse Tristan Guillot, do Observatório da Côte d’Azur.
O CoRoT-9b passa em frente à sua estrela a cada 95 dias – conforme observado da Terra. Esse “trânsito” dura cerca de 8 horas e fornece aos astrônomos muita informação adicional do planeta. Esses detalhes são muito importantes, uma vez que o planeta compartilha muitas características com a maioria dos exoplanetas descobertos até hoje.
O CoRoT, operado pelo Centro Nacional de Estudos Espaciais da França, ajudou os cientistas a descobrir o planeta após 145 dias de observações durante o verão de 2008.

Marte

Marte é o quarto planeta partindo do Sol e é normalmente referido como o Planeta Vermelho. As rochas, solo e céu têm uma tonalidade vermelha ou rosa. A cor vermelha característica foi observada por astrônomos ao longo da história. Os romanos atribuíram-lhe este nome, em honra ao deus da guerra. Outras civilizações deram-lhe nomes semelhantes. Os antigos egípcios chamaram-lhe Her Descher que significa o vermelho.
Antes da exploração espacial, Marte era considerado o melhor candidato para ter vida extra-terrestre. Os astrônomos pensaram ver linhas retas que se cruzavam na superfície. Isto levou à crença popular que seres inteligentes construíram canais de irrigação. Em 1938, quando Orson Welles transmitiu uma novela por rádio baseada num clássico de ficção científica A Guerra dos Mundos, muita gente acreditou na história da invasão dos marcianos, o que chegou a causar uma situação de pânico.
Outra razão para os cientistas acreditarem na existência de vida em Marte tinha a ver com as aparentes alterações periódicas de cores na superfície do planeta. Este fenômeno levou à especulação de que determinadas condições levariam à explosão de vegetação marciana durante os meses quentes e provocavam o estado latente das plantas durante os períodos frios.
Em Julho de 1965, a Mariner 4 transmitiu 22 fotografias de perto de Marte. Foi revelada unicamente uma superfície contendo muitas crateras e canais naturais mas nenhuma evidência de canais artificiais ou água corrente. Finalmente, em Julho e Setembro de 1976, as sondas Viking 1 e 2 pousaram na superfície de Marte. As três experiências biológicas realizadas a bordo das sondas descobriram atividade química inesperada e enigmática no solo marciano, mas não forneceram qualquer evidência clara da presença de microorganismos vivos no solo perto dos locais onde pousaram. De acordo com os biologistas da missão, Marte é auto-esterilizante. Eles acreditam que a combinação da radiação solar ultravioleta que satura a superfície, a extrema secura do solo e a natureza oxidante da química do solo impedem a formação de organismos vivos no solo marciano. A questão de ter havido vida em Marte em algum passado distante permanece contudo aberta.
Outros instrumentos não encontraram sinais de química orgânica nos seus locais de pouso, mas forneceram uma análise definitiva e precisa da composição da atmosfera marciana e encontraram traços de elementos que não tinham sido previamente detectados.
A atmosfera de Marte é bastante diferente da atmosfera da Terra. É composta principalmente por dióxido de carbono com pequenas porções de outros gases. Os seis componentes mais comuns da atmosfera são:
  • Dióxido de Carbono (CO2): 95,32%
  • Azoto (N2): 2,7%
  • Árgon (Ar): 1,6%
  • Oxigênio (O2): 0,13%
  • Água (H2O): 0,03%
  • Néon (Ne): 0,00025 %
O ar marciano contém apenas cerca de 1/1.000 da água do nosso ar, mas mesma esta pequena porção pode condensar, formando nuvens que flutuam a uma grande altitude na atmosfera ou giram em volta dos vulcões mais altos. Podem-se formar bancos de neblina matinal nos vales. No local de aterragem da sonda Viking 2, uma fina camada de água congelada cobre o solo em cada inverno.
Há evidências de que no passado uma atmosfera marciana mais densa pode ter permitido que a água corresse no planeta. Características físicas muito parecidas com costas, gargantas, leitos de rios e ilhas sugerem que alguma vez existiram grandes rios no planeta.
A temperatura média registrada em Marte é -63° C (-81° F) com uma temperatura máxima de 20° C (68° F) e mínima de -140° C (-220° F).
A pressão atmosférica varia semestralmente em cada local de aterragem. O dióxido de carbono, o maior constituinte da atmosfera, congela  formando uma imensa calota polar, alternadamente em cada pólo. O dióxido de carbono forma uma grande cobertura de neve e evapora-se novamente com a chegada da primavera em cada hemisfério. Quando a calota do pólo sul é maior, a pressão diária média observada pela sonda Viking 1 tem o valor baixo de 6,8 milibars; em outras épocas do ano chega a atingir o valor de 9,0 milibars. As pressões do local da sonda Viking 2 eram 7,3 e 10,8 milibars. Em comparação, a pressão média na Terra é 1.000 milibars.
Propriedades de Marte: 
  • Massa (kg): 6,421e+23  
  • Massa (Terra = 1): 1,0745e-01  
  • Raio equatorial (km): 3.397,2  
  • Raio equatorial (Terra = 1): 5,3264e-01  
  • Densidade média (gm/cm^3): 3,94  
  • Distância média ao Sol (km): 227.940.000  
  • Distância média ao Sol (Terra = 1): 1,5237  
  • Período de rotação (horas): 24,6229  
  • Período de rotação (dias): 1,025957  
  • Período orbital (dias): 686,98  
  • Velocidade média orbital (km/seg): 24,13  
  • Excentricidade orbital: 0,0934  
  • Inclinação do eixo (graus): 25,19  
  • Inclinação orbital (graus): 1,850  
  • Gravidade à superfície no equador (m/seg^2): 3,72  
  • Velocidade de escape no equador (km/seg): 5,02  
  • Albedo geométrico visual: 0,15  
  • Magnitude (Vo): -2,01  
  • Temperatura mínima à superfície: -140°C  
  • Temperatura média à superfície: -63°C  
  • Temperatura máxima à superfície: 20°C  
  • Pressão atmosférica (bars): 0,007  
Composição atmosférica:
  • Dióxido de Carbono (C02): 95,32% 
  • Azoto (N2): 2,7% 
  • Árgon (Ar): 1,6% 
  • Oxigênio (O2): 0,13% 
  • Monóxido de Carbono (CO): 0,07% 
  • Água (H2O):  0,03% 
  • Neon (Ne): 0,00025% 
  • Kripton (Kr)  0,00003% 
  • Xénon (Xe): 0,000008% 
  • Ozônio (O3): 0,000003% 

Terra

A Terra, o nosso planeta parece ser grande e robusto, com um oceano interminável de ar. Do espaço, os astronautas muitas vezes têm a impressão de que a Terra é pequena, e tem uma fina e frágil camada de atmosfera. Para um viajante do espaço, as características que distinguem a Terra são as águas azuis, as massas de terra verdes e castanhas, e o conjunto de nuvens brancas contra um fundo negro.
Muitos sonham em viajar pelo espaço e ver as maravilhas do universo. Na realidade, todos nós somos viajantes espaciais. A nossa nave é o planeta Terra, viajando a uma velocidade de 108.000 quilômetros (67.000 milhas) por hora.
A Terra é o terceiro planeta a contar do Sol, a uma distância de 150 milhões de quilômetros (93,2 milhões de milhas). Demora 365,256 dias para girar em volta do Sol e 23.9345 horas para a Terra efetuar uma rotação completa. Tem um diâmetro de 12.756 quilômetros (7.973 milhas), apenas poucas centenas de quilômetros maior que o de Vênus. A nossa atmosfera é composta por 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e 1% de outros componentes.
A Terra é o único planeta conhecido a abrigar vida, no Sistema Solar. O núcleo do nosso planeta, de níquel-ferro fundido girando rapidamente, provoca um extenso campo magnético que, junto com a atmosfera, nos protege de praticamente toda a radiação prejudicial vinda do Sol e outras estrelas. A atmosfera da Terra protege-nos dos meteoros, cuja maioria se queima antes de poder atingir a superfície.
Das nossas viagens pelo espaço, temos aprendido muito sobre o nosso próprio planeta. O primeiro satélite Norte-americano, Explorer 1, descobriu uma intensa zona de radiação, agora chamada de cintura de radiação de Van Allen. Esta cintura é formada por uma camada de partículas carregadas que são capturadas pelo campo magnético da Terra numa região, de formato toroidal, em volta do equador. Outras descobertas feitas por satélites mostram que o campo magnético do nosso planeta é distorcido, tendo uma forma de gota, devido ao vento solar. Também sabemos agora que a nossa fina atmosfera superior, a qual se acreditava ser calma e sem incidentes, ferve de atividade, expandindo-se de dia e contraindo-se à noite. A atmosfera superior, afetada pelas mudanças na atividade solar, contribui para o clima e meteorologia na Terra.
Além de afetar a meteorologia da Terra, a atividade solar causa um dramático fenômeno visual na nossa atmosfera. Quando as partículas carregadas do vento solar são capturadas pelo campo magnético da Terra, colidem com as moléculas de ar da nossa atmosfera acima dos pólos magnéticos do planeta. Estas moléculas de ar tornam-se então incandescentes e são assim conhecidas como auroras ou luzes do norte e do sul.
Propriedades da Terra:
  • Massa (kg):  5,976e+24  
  • Massa (Terra = 1):  1.0000e+00  
  • Raio equatorial (km):  6.378,14  
  • Raio equatorial (Terra = 1):  1,0000e+00  
  • Densidade média (g/cm^3):  5,515  
  • Distância média do Sol (km):  149.600.000  
  • Distância média do Sol (Terra = 1):  1,0000  
  • Período de rotação (dias):  0,99727  
  • Período de rotação (horas):  23,9345  
  • Período Orbital (dias):  365,256  
  • Velocidade orbital média (km/s):  29,79  
  • Excentricidade orbital:  0,0167  
  • Inclinação do Eixo (graus):  23,45  
  • Inclinação orbital (graus):  0,000  
  • Velocidade de escape no equador (km/s):  11,18  
  • Gravidade à superfície no equador (m/s^2):  9,78  
  • Albedo visual geométrico:  0,37 
  •  Temperatura média à superfície:  15°C  
  • Pressão atmosférica (bar):  1,013  
Composição atmosférica :
  • Nitrogênio: 77% 
  • Oxigénio: 21%
  • Outros: 2%