quinta-feira, 4 de novembro de 2010
X-box, Playstation 3, Nintendo wii bons
Uma boa notícia para os pais que se preocupam com os filhos que passam longas horas envolvidos com videogames. Segundo estudo feito na Universidade de Rochester, no Reino Unido, jogos eletrônicos podem ajudar seus usuários a tomar decisões mais rapidamente. E, apesar de mais rápidas, as decisões não são menos exatas.
Segundo pesquisa publicada nesta terça-feira (14/9) na revista Current Biology, os jogadores desenvolvem uma maior sensibilidade ao que está ocorrendo em sua volta e esse ganho não apenas faz com que melhorem a pontuação nos games, mas também pode resultar na melhoria de habilidades empregadas em diversas outras tarefas.
Os pesquisadores examinaram dezenas de jovens com entre 18 e 25 anos que não costumavam jogar games eletrônicos, seja em computador ou em consoles. Os voluntários foram divididos em dois grupos. O primeiro praticou 50 horas de títulos de ação populares, como Call of Duty 2 e Unreal Tournament, e o segundo praticou o mesmo tempo, mas com o estratégico e mais lento The Sims 2.
Após o período de treinamento, os participantes foram submetidos a testes nos quais os pesquisadores pediram que fossem respondidos o mais rapidamente possível.
Os jovens tinham que olhar para telas de computador e responder questões simples sobre as imagens – por exemplo, em uma tela cheia de pontos se eles, na média, estavam se movendo mais para a direita ou para a esquerda. Para que não se limitassem à percepção visual, os voluntários tinham que resolver tarefas que envolviam a audição.
Os resultados indicaram que aqueles que treinaram com jogos de ação foram até 25% mais rápidos do que os outros para chegar a uma conclusão. Apesar de mais rápidos, acertaram tantas questões como aqueles que praticaram com o game de estratégia.
“Os jogadores de games de ação são tão eficazes quanto, mas são mais rápidos do que os demais. Eles tomam mais decisões corretas por unidade de tempo. Se você for um cirurgião ou estiver no meio de um campo de batalha, essa habilidade pode fazer a diferença”, disse Daphne Bavelier, um dos autores do estudo.
A cientista explica que as pessoas tomam decisões com base em probabilidades que são constantemente calculadas e refinadas em seus cérebros. O processo é chamado de inferência probabilística.
O cérebro acumula continuamente pequenos pedaços de informações visuais ou auditivas à medida que a pessoa depara com uma cena, eventualmente reunindo o suficiente para poder tomar o que acredita ser uma decisão acertada.
“As decisões nunca são apenas preto ou branco. O cérebro está sempre computando probabilidades. Quando dirigimos um veículo, por exemplo, podemos ver um movimento brusco à esquerda, estimar se corremos risco de colisão e, com base nessa probabilidade, tomar uma decisão binária: frear ou não frear”, disse.
Segundo o grupo britânico, os cérebros dos jogadores de games de ação são coletores mais eficientes de informações visuais e sonoras e, portanto, atingiriam mais rapidamente a quantidade de informação de que necessitam para tomar uma decisão.
O artigo Improved Probabilistic Inference as a General Learning Mechanism with Action Video Games (doi: 10.1016/j.cub.2010.07.040), de Daphne Bavelier e outros, pode ser lido por assinantes da Current Biology emwww.current-biology.com.
Agua na Lua
Mais segredos da Lua acabam de ser revelados graças não a astronautas ou veículos robotizados em contato com a superfície do satélite. Dessa vez, a novidade vem mais de baixo, cortesia de um foguete lançado pela Nasa, a agência espacial norte-americana, para se chocar contra uma cratera.
A missão Lunar CRater Observing and Sensing Satellite (LCROSS) teve duas partes. Inicialmente, o estágio superior e vazio de um foguete atingiu a cratera Cabeus, próximo ao polo sul lunar, em outubro de 2009. Foi seguido por um segundo veículo que analisou os fragmentos ejetados pelo impacto.
A proposta era procurar por água e verificar do que mais é composto o subsolo naquele ponto supergelado, algo nunca antes tentado. Resultados da missão, que se mostrou bem-sucedida, acabam de ser publicados em cinco artigos na edição desta sexta-feira (22/10) da revista Science.
Em um dos artigos, Peter Schultz, da Universidade Brown, e colegas descrevem que a nuvem levantada pelo choque mostrou que o solo e o subsolo lunar são mais complexos do que se estimava. Não apenas contém água, mas diversos outros compostos, como monóxido de carbono, dióxido de carbono, hidroxila, amônia, sódio e até mesmo prata.
Os elementos químicos presentes nos grãos do rególito lunar – o manto de detritos que cobre a superfície – fornecem pistas sobre sua origem e como foram parar nas crateras polares, muitas das quais não veem a luz do Sol há bilhões de anos, estando entre os pontos mais frios do Sistema Solar.
Segundo o artigo, os compostos voláteis podem ter se originado dos impactos de cometas, asteroides e meteoroides que castigaram o satélite terrestre durante bilhões de anos. Os compostos depositados no rególito podem ter sido liberados pelos impactos ou serem resultantes do aquecimento pela luz solar, que forneceu a energia suficiente para que se deslocassem até os polos, onde permaneceram presos em frígidas crateras.
O impacto do foguete produziu um buraco com cerca de 25 metros de diâmetro e lançou material desde 1,80 metro de profundidade. A nuvem de detritos gerada pela colisão chegou a cerca de 800 metros acima da superfície da cratera, o suficiente para atingir a luz solar.
O resultado foi que a composição da emissão pôde ser medida por quatro minutos por diversos instrumentos de espectroscopia. O material ejetado chegou a quase duas toneladas.
Apesar do sucesso, Schultz ressalta que a missão trouxe respostas, mas também levantou novas questões. “Trata-se de um arquivo de bilhões de anos, preso em crateras em sombras permanentes. Pode haver ali pistas para a história da Lua, da Terra, do Sistema Solar e de nossa galáxia. E está tudo ali, implorando para que voltemos”, disse.
Desde 1972, com a última missão Apolo, o homem não pisou mais na Lua. Apesar de projetos de retorno das missões tripuladas para além dos ônibus espaciais, não se sabe ao certo quando esse retorno poderá ocorrer.
O artigo The LCROSS Cratering Experiment, de Peter Schultz e outros, e os demais sobre a missão LCROSS podem ser lidos por assinantes da Science (10.1126/science.1187454) em www.sciencemag.org.
Enterprise
De todas as naves espaciais já concebidas pela ficção científica, a mais famosa e uma das mais cobiçadas é a USS Enterprise.
Apresentada inicialmente na série Star Trek (Jornada nas Estrelas), que foi ao ar nos Estados Unidos em 1965, antes da chegada do homem à Lua.
A sigla USS significa United Stars Ship (Nave das Estrelas Unidas), mas é também uma referência à sigla utilizada atualmente pela Marinha dos Estados Unidos, com o significado de United States Ship.
O nome Enterprise foi ostentado por diversas naves, como pode ser visto na galeria de imagens, no final deste artigo.
Em 2009 foi introduzida uma nova Enterprise, concebida no que seria um Universo ou Realidade Alternativa. Visualmente diferente da Enterprise original, possui uma linha temporal diversa, onde o jovem James T. Kirk acaba comandando a nave antes mesmo de concluir seu curso na Academia da Frota Estelar.
Descrição
- Universo: Star Trek
- Afiliação: Federação dos Planetas Unidos
- Tipo: Cruzador
- Classe: Constitution (Constituição)
- Local de Construção: Estaleiro Orbital de San Francisco
- Início da Construção: 2243
- Concluída em: 2245
- Comissionada em: 2245
- Registro: NCC-1701
- Tripulação: 430 indivíduos
- Velocidade Máxima: Dobra 5 (Dobra 7 por curtíssimos períodos)
- Complemento: 4 naves auxiliares
- Armamento: Torpedos Fotônicos e Baterias Phaser
- Defesa: Escudos defletores
- Propulsão: Motores de impulso (sub-lux) e Motores de dobra (trans-lux)
Histórico
Seu primeiro comandante foi o Capitão Robert April, seguido do Capitão Christopher Pike e do Capitão James Tiberius Kirk.
A nave ganhou fama sob o comando do Capitão Kirk, durante seu período de 5 anos de exploração, que se estendeu de 2264 a 2269.
Foi sob seu comando que a Federação dos Planetas Unidos encontrou os romulanos pela primeira vez desde a guerra Romulus-Terra.
Até então, todos os contatos com esta raça haviam sido feitos por meio de transmissões de rádio, de modo que não se tinha conhecimento da aparência dos seres desta raça. Foi com surpresa que descobriram se tratar de descendentes da raça vulcana.
Ainda sob o comando do Capitão Kirk, enfrentou a máquina robótica Planet Killer (Matador de Planetas) e viajaram ao passado, indo parar sobre a Terra durante meados do século 20, dentre diversas outras situações.
Em 2270 a nave foi submetida a um amplo programa de atualização, inclusive com a substituição das naceles de dobra, do disco defletor de navegação e de toda a ponte de comando. Sob o comando do Capitão William Decker, enfrentou a entidade V’Ger, o que resultou na perda de seu comandante. O então Almirante Kirk se viu forçado a reassumir o comando.
Em 2285, sob o comando do Capitão Spock, a Enterprise foi ordenada a investigar uma situação de emergência em Regula 1. Ali foi atacada pelo renegado Khan e sofreu pesadas avarias durante o confronto. O Almirante Kirk, a bordo da nave para avaliação da tripulação em treinamento, voltou a assumir o comando de modo a resolver o embate.
Destruída em 2286 durante uma batalha contra uma nave de rapina klingon em órbita do planeta Gênesis. Outra nave da classe Constituion, que acabara de passar pelo programa de atualização, foi rebatizada com o nome Enterprise e ganhou a designação NCC-1701-A. Há controvérsia quanto a qual nave foi rebatizada, se foi a NCC-1717 Yorktown ou a NCC-1798 Ti-Ho.
Glossário
- Dobra (Warp, no original): unidade de medida de velocidade. Sua fórmula é v = W3.c, onde v é a velocidade final, W é o indicador de Warp e c é a velocidade da luz. Assim, Warp 1 é a velocidade da luz, Warp 2 (23) equivale a 8 vezes a velocidade da luz, Warp 3 (33) equivale a 27 vezes a velocidade da luz, e assim por diante.
- Torpedo Fotônico: projétil armado com ogiva carregada com 1,5 kg de anti-matéria, liberando energia equivalente a aproximados 64 megatons.
- Phaser: arma energética similar ao laser. Dependendo de ajustes, seus efeitos podem variar desde o atordoamento de seres vivos até a completa vaporização de matéria.
- Romulanos: grupo de vulcanos que decidiu abraçar seus sentimentos e emoções mais violentas, repudiando a doutrina vulcana de supressão das emoções. Expulsos de Vulcan, fundaram colônia nos planetas Remo e Rômulo, formando um império militarista extremamente agressivo.
A Galáxia mais distante
O objeto astronômico mais distante da Terra de que se tem conhecimento acaba de ser descoberto. Distante e antigo, pois a luz identificada pelo estudo foi emitida por uma galáxia há mais de 13 bilhões de anos, quando o Universo contava com apenas 600 milhões de anos.
A galáxia UDFy-38135539 foi identificada a partir de observações com o Very Large Telescope (VLT), do European Southern Observatory (ESO), instalado em Cerro Paranal, no Chile. O estudo foi publicado na edição desta quinta-feira (21/10) da revista Nature.
Matthew Lehnert, do Observatório de Paris, e colegas mediram por espectroscopia o desvio para o vermelho (redshift, em inglês) da galáxia, isto é, a alteração na forma como a frequência das ondas de luz é observada em função da velocidade relativa entre a fonte emissora e o observador.
A medição foi feita por meio dos comprimentos de onda da chamada emissão de Lyman-alfa de átomos de hidrogênios pela galáxia. Os cientistas verificaram uma emissão em um comprimento de onda de 1,16 micrômetro, o que resulta em um desvio para o vermelho de 8.55. Até então, os recordes eram mantidos por uma galáxia com redshift de 6.96 e por uma explosão de raios gama com 8.2, esta última descoberta em 2009.
Além de ser o objeto mais antigo já descoberto, a galáxia UDFy-38135539 é de grande interesse para a ciência por ser uma emissão da “era da reionização”, período na infância do Universo quando a radiação das primeiras galáxias ionizou o gás em sua volta alterando seu estado físico.
Segundo os autores do estudo, à medida que mais galáxias dessa era forem descobertas, será possível entender melhor a natureza das forças responsáveis por esse importante processo na evolução do Universo.
Estima-se que a reionização tenha terminado 1 bilhão de anos após o Big Bang. O processo encheu o Universo com uma espécie de névoa de hidrogênio, o que dificulta a observação de objetos com a idade da UDFy-38135539.
O artigo Spectroscopic confirmation of a galaxy at redshift z=8.6 (doi:10.1038/nature09462), de Matthew Lehnert e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.
Exoplanetas
A busca por planetas parecidos com a Terra tem tudo para se mostrar altamente frutífera. Um novo estudo aponta que sistemas como o Solar são comuns e que quase um quarto de todas as estrelas como o Sol podem ter planetas de tamanho semelhante ao da Terra.
Andrew Howard, da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, e colegas observaram durante cinco anos 166 estrelas das classes G e K localizadas a até 80 anos-luz da Terra, com o telescópio Keck, no Havaí.
O Sol é a mais conhecida estrela do tipo G, que são amarelas. As estrelas do tipo K são um pouco menores e laranja ou vermelhas.
O estudo procurou determinar número, massa e distância orbital dos planetas dessas estrelas. O trabalho se baseou em observações e estimativas, uma vez que das estrelas analisadas apenas 22 têm planetas que já foram detectados.
A pesquisa, feita por um grupo de cientistas dos Estados Unidos, China e Japão, incluiu um grande número de pequenos planetas, até o menor tamanho detectável atualmente de corpos chamados de super-Terra, com cerca de três vezes a massa terrestre.
“De cada 100 estrelas parecidas com o Sol, uma ou duas têm planetas com massa semelhante à de Júpiter, seis parecidas com a de Netuno e 12 têm entre três e dez vezes a massa terrestre. Se extrapolarmos a relação para planetas do tamanho da Terra, podemos estimar que encontraremos cerca de 23 deles para cada 100 estrelas”, disse Howard.
“Essa é a primeira estimativa, baseada em medidas reais, da fração de estrelas que têm planetas do tamanho da Terra”, destacou Geoffrey Marcy, também de Berkeley e outro autor do estudo que foi publicado na edição desta sexta-feira (29/10) da revista Science.
“Isso significa que quando a Nasa [agência espacial norte-americana] desenvolver novas técnicas na próxima década para tentar encontrar planetas com tamanho realmente parecido com o da Terra não será preciso procurar muito”, disse Howard.
O artigo The Occurrence and Mass Distribution of Close-in Super-Earths, Neptunes, and Jupiters, de Andrew Howard e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Raios
RAIO é uma descarga elétrica muito intensa, que ocorre em certos tipos de núvens e pode atingir o solo, causando prejuizos e ferindo pessoas.
É consequência do rápido movimento de elétrons de um lugar para outro. Os elétrons movem-se tão rapidamente, que fazem o ar ao seu redor se iluminar (um clarão conhecido como relâmpago), aquecer-se, resultando num estrondo, o trovão
A chance de uma pessoa ser atingida por um raio é ínfima: apenas uma em um milhão. Em 30% dos casos, as vítimas morrem por parada cardíaca ou respiratória . Os 70% restantes costumam sofrer sequelas, como perda de memória e diminuição da capacidade de concentração.
A incidência de descargas atmosféricas no país (o Brasil é o país com maior incidência no mundo: cerca de 100 milhões de raios por ano) matou mais de 100 pessoas em 2000.
Somente no verão de 2001, houve a incidência de cerca de 15.000 raios na cidade do Rio de Janeiro. A foto ao lado mostra um raio atraído pela imagem do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.
Os estados mais atingidos por raios são: Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, nesta ordem.
Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE (que estuda os raios através Grupo de Eletricidade Atmosférica – ELAT), o fenômeno causa prejuizos de US$ 200 milhões ao Brasil. Os raios afetam as linhas de transmissão de energia, de telefonia, as indústrias; causa incêndios florestais e mata pessoas e animais.
Ao atingir uma pessoa, o raio pode causar sérias queimaduras e outros danos ao coração, pulmões, sistema nervoso central e outras partes do corpo, através do aquecimento e uma variedade de reações eletroquímicas. A chance de sobreviver é de apenas 2%.
As pessoas também podem ser atingidas por correntes elétricas que se propagam no solo, a partir do ponto que o raio atingiu. São as chamadas descargas laterais.
TIPOS DE RAIOS
Raio Normal: Partículas com carga elétrica negativa (elétrons) correm por uma trilha invisível em direção ao solo. Pouco antes de tocarem o chão, atraem partículas elétricas de carga positiva.
A carga positiva salta em direção ao céu e fecha o circúito elétrico, que aparece na forma de raio luminoso.
Raio Positivo: Neste tipo de raio, acontece o inverso. As partículas de carga positiva correm em direção ao solo e atraem as partículas negativas. Esse fenômeno era considerado raro, mas acontece com muito mais frequência do que se pensava.
COMO SE PREVENIR
Por trabalhar a céu aberto, o agricultor está mais sujeito aos raios do que os moradores das cidades que, por ocasião das tempestades, podem abrigar-se em suas casas.
A principal recomendação para evitar acidentes com raios é não sair de casa durante as tempestades. E se a chuva cair de surpresa ?
Se você estiver no campo, sem um abrigo próximo e sentir seus pelos arrepiados ou sua pele coçar, indicando que um relâmpago (raio) está prestes a cair, ajoelhe-se e curve-se para a frente, colocando suas mãos nos joelhos e sua cabeça entre eles. Não deite-se no chão, que é pior.
Outras recomendações importantes para a sua segurança são:
EVITE:
Segurar objetos metálicos longos, como vara de pescar, etc;
Ficar próximo de árvores, cercas, trilhos, postes e linhas de energia elétrica (que atraem os raios);
Permanecer no topo de morros ou cordilheiras;
Dirigir ou se abrigar em veículos sem capota, como tratores (alguns), motocicletas e bicicletas;
Usar equipamentos elétricos ou o telefone.
Fonte Original: Instituto de Tecnologia – UFRRJ
É consequência do rápido movimento de elétrons de um lugar para outro. Os elétrons movem-se tão rapidamente, que fazem o ar ao seu redor se iluminar (um clarão conhecido como relâmpago), aquecer-se, resultando num estrondo, o trovão
A chance de uma pessoa ser atingida por um raio é ínfima: apenas uma em um milhão. Em 30% dos casos, as vítimas morrem por parada cardíaca ou respiratória . Os 70% restantes costumam sofrer sequelas, como perda de memória e diminuição da capacidade de concentração.
A incidência de descargas atmosféricas no país (o Brasil é o país com maior incidência no mundo: cerca de 100 milhões de raios por ano) matou mais de 100 pessoas em 2000.
Somente no verão de 2001, houve a incidência de cerca de 15.000 raios na cidade do Rio de Janeiro. A foto ao lado mostra um raio atraído pela imagem do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.
Os estados mais atingidos por raios são: Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, nesta ordem.
Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE (que estuda os raios através Grupo de Eletricidade Atmosférica – ELAT), o fenômeno causa prejuizos de US$ 200 milhões ao Brasil. Os raios afetam as linhas de transmissão de energia, de telefonia, as indústrias; causa incêndios florestais e mata pessoas e animais.
Ao atingir uma pessoa, o raio pode causar sérias queimaduras e outros danos ao coração, pulmões, sistema nervoso central e outras partes do corpo, através do aquecimento e uma variedade de reações eletroquímicas. A chance de sobreviver é de apenas 2%.
As pessoas também podem ser atingidas por correntes elétricas que se propagam no solo, a partir do ponto que o raio atingiu. São as chamadas descargas laterais.
TIPOS DE RAIOS
Raio Normal: Partículas com carga elétrica negativa (elétrons) correm por uma trilha invisível em direção ao solo. Pouco antes de tocarem o chão, atraem partículas elétricas de carga positiva.
A carga positiva salta em direção ao céu e fecha o circúito elétrico, que aparece na forma de raio luminoso.
Raio Positivo: Neste tipo de raio, acontece o inverso. As partículas de carga positiva correm em direção ao solo e atraem as partículas negativas. Esse fenômeno era considerado raro, mas acontece com muito mais frequência do que se pensava.
COMO SE PREVENIR
Por trabalhar a céu aberto, o agricultor está mais sujeito aos raios do que os moradores das cidades que, por ocasião das tempestades, podem abrigar-se em suas casas.
A principal recomendação para evitar acidentes com raios é não sair de casa durante as tempestades. E se a chuva cair de surpresa ?
Se você estiver no campo, sem um abrigo próximo e sentir seus pelos arrepiados ou sua pele coçar, indicando que um relâmpago (raio) está prestes a cair, ajoelhe-se e curve-se para a frente, colocando suas mãos nos joelhos e sua cabeça entre eles. Não deite-se no chão, que é pior.
Outras recomendações importantes para a sua segurança são:
EVITE:
Segurar objetos metálicos longos, como vara de pescar, etc;
Ficar próximo de árvores, cercas, trilhos, postes e linhas de energia elétrica (que atraem os raios);
Permanecer no topo de morros ou cordilheiras;
Dirigir ou se abrigar em veículos sem capota, como tratores (alguns), motocicletas e bicicletas;
Usar equipamentos elétricos ou o telefone.
Fonte Original: Instituto de Tecnologia – UFRRJ
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
De olho no céu
De Olho no céu (Eyes on the Skies) é um filme produzido em DVD e Blue-ray, disponível para emissoras de TV e para eventos públicos realizados por educadores, centros de ciência, planetários, astrônomos amadores, etc. Ele explora as muitas facetas do telescópio – sua história, a importância científica, os avanços tecnológicos e também as pessoas por trás dessa invenção inovadora, seus triunfos e fracassos. O DVD tem duração de 60 minutos e contém legendas em vários idiomas.
O filme pode ser exibido por emissoras de TV, desde que seja exibido na íntegra, incluindo a maior parte dos créditos.
Características:
* Este é um filme oficial do Ano Internacional da Astronomia 2009 e da União Astronômica Internacional;
* Duração de 60 minutos, com narração e comentários de especialistas;
* Elementos visuais: animações, simulações de computador e os resultados da ciência;
* Trilha sonora por movetwo;
* Produzido pela ESA / Hubble (a mesma equipe por trás do filme como amplamente distribuído “Hubble – 15 Anos de Descobertas);
* Dirigido por Lars Lindberg Christensen;
* Design Visual por Martin Kornmesser;
* Escrito por Govert Schilling e Lars Lindberg Christensen;
* Apresentador: Dr. J – Dr. Joe Liske da ESO, apresentador do vídeo Hubblecast;
Capítulos:
1. New Views of the Skies – Novas visões do céu
2. Bigger is Better – Quanto Maior Melhor
3. Technology to the Rescue – O valor da Tecnologia
4. From Silver to Silicon – Da prata ao silício
5. Seeing the Invisible – Enxergando o Invisível
6. Beyond Earth – Fora da Terra
7. What’s Next? – O que vem a seguir?
Roteiro:
O roteiro do filme (em Inglês) está disponível em formato PDF (2,58 MB)
Imagens para a imprensa:
Imagens de alta resolução download contendo cenas do filme neste link
Site Oficial:
http://www.eyesontheskies.org/
O filme pode ser exibido por emissoras de TV, desde que seja exibido na íntegra, incluindo a maior parte dos créditos.
Características:
* Este é um filme oficial do Ano Internacional da Astronomia 2009 e da União Astronômica Internacional;
* Duração de 60 minutos, com narração e comentários de especialistas;
* Elementos visuais: animações, simulações de computador e os resultados da ciência;
* Trilha sonora por movetwo;
* Produzido pela ESA / Hubble (a mesma equipe por trás do filme como amplamente distribuído “Hubble – 15 Anos de Descobertas);
* Dirigido por Lars Lindberg Christensen;
* Design Visual por Martin Kornmesser;
* Escrito por Govert Schilling e Lars Lindberg Christensen;
* Apresentador: Dr. J – Dr. Joe Liske da ESO, apresentador do vídeo Hubblecast;
Capítulos:
1. New Views of the Skies – Novas visões do céu
2. Bigger is Better – Quanto Maior Melhor
3. Technology to the Rescue – O valor da Tecnologia
4. From Silver to Silicon – Da prata ao silício
5. Seeing the Invisible – Enxergando o Invisível
6. Beyond Earth – Fora da Terra
7. What’s Next? – O que vem a seguir?
Roteiro:
O roteiro do filme (em Inglês) está disponível em formato PDF (2,58 MB)
Imagens para a imprensa:
Imagens de alta resolução download contendo cenas do filme neste link
Site Oficial:
http://www.eyesontheskies.org/
A Strange Ring Galaxy
Is this one galaxy or two? Astronomer Art Hoag first asked this question when he chanced upon this unusual extragalactic object. On the outside is a ring dominated by bright blue stars, while near the center lies a ball of much redder stars that are likely much older. Between the two is a gap that appears almost completely dark. How Hoag's Object formed remains unknown, although similar objects have been identified and collectively labeled as a form of ring galaxy. Genesis hypotheses include a galaxy collision billions of years ago and the gravitational effect of a central bar that has since vanished. This image, taken by the Hubble Space Telescope in July 2001, reveals unprecedented details of Hoag's Object and may yield a better understanding. Hoag's Object spans about 100,000 light years and lies about 600 million light years away toward the constellation of the Snake (Serpens). Coincidentally, visible in the gap (at about one o'clock) is yet another ring galaxy that likely lies far in the distance. Image Credit: NASA, R. Lucas (STScI/AURA)
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010
chuva de meteoro em 2011.
A Nasa - agência espacial americana - começou a avaliar os riscos para satélites e naves espaciais em órbita da Terra, como a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), devido a uma poderosa chuva de meteoros que deve atingir o planeta em 8 de outubro de 2011. O fenômeno ocorre no outono do hemisfério norte, vai durar sete horas e deverá ser especialmente violento.
A Nasa pode, inclusive, redirecionar a ISS. William Cooke, do Marshall Space Flight Center (Huntsville, Alabama), ligado à agência espacial, disse que os especialistas preveem uma grande chuva e esperam um pico de várias centenas de meteoros por hora.
Duas outras chuvas fortes ocorreram em 1985 e 1998, mas não causaram problemas nos satélites e naves em órbita. Desta vez, a probabilidade de problemas também não é alta. No entanto, Cooke diz que a prevenção é importante e que a próxima tempestade não deve ser ignorada.
Segundo Cooke, a ISS tem um escudo contra as rochas do espaço e, se necessário, pode ser redirecionada. O mesmo se aplica ao telescópio Hubble. O cientista incentiva programadores a determinar se é necessário preparar estratégias de defesa. "Se um meteoro esporádico atinge você, é má sorte. Se isso ocorre durante uma chuva de meteoros, é negligência", diz o cientista.
Baratas sobreviveriam a uma guerra nuclear?
Elas apareceram no planeta há cerca de 300 milhões de anos - há muito mais tempo que o ser humano. Não importa quantos venenos, chineladas e vassouradas elas levem, sempre voltam a aparecer. Não bastasse tudo isso, muitas pessoas acreditam que o único ser que conseguiria sobreviver a uma guerra nuclear seria a barata. Mas isso é realmente verdade? As informações são do siteLife's Little Mysteries.
A ideia parece plausível, já que a barata é um inseto numeroso e resistente - algumas aguentam até um mês sem comer. Além disso, ela tem outras características que indicam que ela poderia ainda existir depois que o último ser humano desaparecesse, como, por exemplo, a capacidade de se reproduzir rapidamente e em grandes números.
Além de tudo isso, as baratas tem uma tolerância à radiação maior do que outros animais, ainda mais se comparadas ao ser humano. Elas também têm uma grande capacidade de adaptação, sempre desenvolvendo tolerância e imunidade a venenos. Essas características ajudariam o inseto a sobreviver ao longo período de contaminação que segue uma explosão nuclear. Contudo, como qualquer outro ser vivo, se as baratas estiverem próximas à explosão, vão acabar tostadas.
O programa Mythbusters, do Discovery Channel, já fez essa pergunta anteriormente. No experimento da TV, o time de especialistas utilizou três grupos de insetos - baratas, besouros e moscas da fruta.
O experimento indicou que, apesar de sobreviverem a doses de radiação 10 vezes maiores que as suportadas pelo ser humano, as baratas não aguentavam tanta radiação como a mosca da fruta. A equipe afirmou, ao final do programa, que a afirmação de que as baratas são os seres mais aptos a sobreviver a uma guerra nuclear era apenas um mito.
Segundo o site, apesar do experimento, existem cerca de 4 mil diferentes espécies de baratas, além de uma população de alguns bilhões de insetos. É possível que algumas delas sobrevivam a um holocausto nuclear, dependendo da intensidade da radiação. Além disso, as que sobreviverem rapidamente estarão cheias de companheiras.
velocidade da luz!
É um dos maiores sonhos da humanidade, conseguir viajar anos-luz para chegar às estrelas e planetas distantes do nosso sistema solar. Para esse propósito, precisaríamos de uma nave que viajasse a uma velocidade absurdamente alta para chegar aos nossos vizinhos - algo próximo da velocidade da luz. Contudo, se os astronautas têm que passar por duro treinamento para aguentar a velocidade dos foguetes que saem do nosso planeta, o que aconteceria ao nosso corpo se viajássemos a 300 mil km/s (ou mais de 1 bilhão de km/h)?
O espaço interestelar é praticamente vazio. Para cada centímetro cúbico, os cientistas acreditam que exista cerca de dois átomos de hidrogênio - no mesmo espaço, no ar da Terra, há cerca de 30 bilhões de átomos do mesmo elemento. Contudo, em entrevista à New Scientist, o cientista William Edelstein, da Universidade de Medicina John Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos, diz que esse gás escasso pode fazer mais mal em uma viagem próxima à velocidade da luz do que um ataque romulano aos tripulantes da espaçonave Enterprise - da série Star Trek.
Baseado na teoria da relatividade de Albert Einstein, se acredita que o hidrogênio que está no espaço interestelar seria transformado em uma intensa radiação que poderia, em segundos, matar os tripulantes e destruir os equipamentos eletrônicos. Segundo Edelstein, a 99,999998% da velocidade da luz, os átomos do gás gerariam uma energia de 7 teraelectron volts - a mesma energia que os prótons do Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês). "Para a tripulação, seria como estar de frente ao raio do LHC", diz Edelstein.
O casco da espaçonave até poderia prover uma pequena proteção. Segundo Edelstein, uma camada de 10 cm de alumínio poderia absorver menos de 1% da energia. Ele afirma que, como os átomos de hidrogênio tem apenas um próton no núcleo, estes poderiam expor a tripulação a uma perigosa radiação ionizante que quebraria os elos químicos e danificaria o DNA. "Os átomos de hidrogênio são minas espaciais inevitáveis", diz o cientista.
A dose fatal de radiação para humanos é 6 sieverts. Edelstein calcula que a tripulação de uma espaçonave próxima à velocidade da luz receberia o equivalente a 10 mil sieverts em apenas um segundo, o que também enfraqueceria a estrutura da nave e danificaria os eletrônicos.
O cientista ainda especula que essa seria uma boa razão para acreditar que os ETs não chegaram ao nosso planeta. Segundo Edelstein, se um alienígena foi capaz de construir uma espaçonave que viaja à velocidade da luz, neste momento ele está morto, dentro da estrutura enfraquecida e com os sistemas de navegação quebrados.
Por que o céu é azul?
Sabemos que a luz é formada pela união de várias cores. Ao entrar em contato com a atmosfera, ela espalha-se devido às particulas existentes no ar.
Porém as ondas de cada cor espalham-se de forma diferente, dependendo do seu comprimento. Quanto mais curtas, mais dispersas elas se tornam. O comprimento da onda azul faz com que ela se espalhe o suficiente para dar ao céu a tonalidade que vemos.
Já no final da tarde, o sol ilumina obliquamente, obrigando os raios a fazer um caminho mais longo para chegar à Terra. Tal fato dispersa quase totalmente a luz azul e torna visível a vermelha, que possui um comprimento maior, dando-nos o espetáculo do pôr-do-sol.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Dicionario astronomico
Você sabe quanto mede um ano luz? E o que seria uma Anã Branca?
Conheça o significado destes e de centenas de outros termos astronômicos com o Dicionário Astronômico.
Conheça o significado destes e de centenas de outros termos astronômicos com o Dicionário Astronômico.
Clique aqui para fazer o download do arquivo, em formato PDF (680 Kb).
Obs.: É necessário ter instalado o Acrobat Reader em seu computador para abrir o arquivo.
fascinio do universo
Neste livro você vai ler textos sobre pesquisas atuais em Astronomia, escritos por pesquisadores da área, refraseados em linguagem jornalística.
As informações são atualíssimas, mas a linguagem é compreensível por não iniciados.
A cobertura de temas não é e nem pode ser completa num pequeno livro, dado que a Astronomia é vastíssima. Ela representa a visão de alguns pesquisadores, formada a partir de seus postos, na fronteira da pesquisa. Ela mostra também como a área se estrutura no Brasil, em termos de empregos, formação de pessoal e atividade de divulgação.
As informações são atualíssimas, mas a linguagem é compreensível por não iniciados.
A cobertura de temas não é e nem pode ser completa num pequeno livro, dado que a Astronomia é vastíssima. Ela representa a visão de alguns pesquisadores, formada a partir de seus postos, na fronteira da pesquisa. Ela mostra também como a área se estrutura no Brasil, em termos de empregos, formação de pessoal e atividade de divulgação.
A primeira edição é de 40 mil exemplares, distribuídos gratuitamente, principalmente para escolas públicas. A Astronomia brasileira tem uma história de sucesso nos últimos 40 anos, reconhecida internacionalmente.
Graças ao apoio das agências de fomento à pesquisa, federais e estaduais, ela continuará crescendo na próxima década. Temos pouco mais de duas centenas de cientistas na área e esse número precisa aumentar bastante para o Brasil fazer jus às suas aspirações de país desenvolvido.
Graças ao apoio das agências de fomento à pesquisa, federais e estaduais, ela continuará crescendo na próxima década. Temos pouco mais de duas centenas de cientistas na área e esse número precisa aumentar bastante para o Brasil fazer jus às suas aspirações de país desenvolvido.
worldwide telescope
O WorldWide Telescope (WWT) é um rico ambiente de visualização que funciona como um telescópio virtual, permitindo que qualquer pessoa possa utilizar dados astronômicos profissionais para explorar e compreender o Universo. Foi criado no Microsoft Research por Curtis Wong e Jonathan Fay, com orientação astronômica de Alyssa Goodman e outros astrônomos profissionais, sendo lançado em 2008. A imagem abaixo mostra uma visão de Marte no WWT em modo 3D:
Acreditamos que o WWT seja uma forma de tendência futura de ensinar e aprender conceitos sobre ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Para que o Brasil ocupe uma posição de destaque em tecnologia, o ensino de ciências deve incentivar investigações e descobertas, ao invés de simples memorização de fatos.
O WWT auxilia na consecução destes objetivos críticos da aprendizagem, fornecendo as seguintes funcionalidades:
- Acesso sem precedentes a dados astronômicos reais, permitindo aos usuários experimentar a emoção da descoberta ao explorar e entender o nosso Universo;
- Um ambiente 3D construído sobre um engine utilizado em videogames, que utiliza dados reais e que permite aos usuários visualizar conceitos difíceis de entender através da mídia tradicional;
- A detalhada interface de visualização oferece aos usuários uma perspectiva holística sobre o alcance e a escala do Universo;
- Links para conteúdo on-line em uma variedade de níveis, a partir de verbetes da Wikipédia para artigos de jornais e revistas.
O WWT pode ajudar a mudar a forma como os alunos aprendem ciência, demonstrando a alegria da investigação e descoberta. Acreditamos que este entusiasmo dos alunos se alastre para outras áreas da ciência, especialmente se este tipo de ambiente de visualização estiver disponível em outros campos.
O software WWT já possui mais de dois milhões de usuários em todo o mundo, em sua maioria, astrônomos amadores. Clique aqui para fazer o download do software.
2013! sera?
No dia 1º de agosto, quase todo o lado do Sol que é visto da Terra entrou em grande erupção. Após um período de calma um pouco mais longo do que o habitual na estrela, essa atividade deu origem a um fenômeno de enorme intensidade.
A rajada solar de classe C3 emitida pelo Sol provocou, entre outros efeitos, o que os cientistas chamam de ejeção de massa coronal em direção à Terra. Essa emissão atingiu o campo magnético terrestre dois dias depois.
O processo que levou à formação do “tsunami solar” foi registrado pelo Solar Dynamics Observatory (SDO), sonda da Nasa, a agência espacial norte-americana, que estuda processos solares que afetam a Terra. O veículo foi lançado em fevereiro.
Uma imagem divulgada pela Nasa mostra o hemisfério norte solar em meio à erupção. As cores variadas na imagem representam temperaturas diferentes de gases, que vão de cerca de 1 milhão a 2 milhões de graus Celsius.
Segundo a Nasa, foi uma das mais rápidas ejeções de massa coronal em anos. A agência também divulgou um vídeo, formado a partir da montagem de imagens obtidas por outros telescópios, que mostra a rápida explosão de materiais seguida por uma erupção mais lenta em outra parte do Sol.
Quando a ejeção atingiu a Terra, após se deslocar a mais de 1 mil quilômetros por segundo, o impacto provocou uma tempestade geomagnética que durou quase 12 horas, tempo suficiente para formar auroras sobre a Europa e a América do Norte.
As ejeções de massa coronal se constituem em enormes nuvens de partículas carregadas que são lançadas pelo Sol em períodos de várias horas e que podem conter até 10 bilhões de toneladas de plasma.
Esses fenômenos se expandem a partir do Sol em velocidades muito elevadas, suficientes para percorrerem a distância de cerca de 150 milhões de quilômetros entre a Terra e o Sol em apenas dois dias. Explosões solares podem interferir em sistemas eletrônicos de comunicação.
O Sol passa por ciclos de atividade regular que duram aproximadamente 11 anos. O mais recente momento de atividade máxima ocorreu em 2001 e ejeções como a registrada agora são os primeiros sinais de que o Sol está “acordando” de um período de calma. Os cientistas calculam que a próxima máxima ocorrerá em 2013.
teoria da relatividade serve para quase todo o cosmos!
A análise de mais de 70 mil galáxias, conduzida por um grupo internacional de físicos, demonstrou que o Universo funciona de acordo com as regras descritas há quase 100 anos por Albert Einstein – tanto nas proximidades da Terra como a mais de 3,5 bilhões de anos-luz de distância.
Ao calcular a união dessas galáxias, que formam aglomerados e se estendem por quase um terço da distância até o virtual limite do Universo, e ao analisar as velocidades e distorções desse fenômeno, os pesquisadores demonstraram que a Teoria da Relatividade Geral se aplica ao que ocorre em escala cósmica.
Outra consequência direta do estudo é que a existência de matéria escura é a explicação mais provável para a constatação de que as galáxias e os aglomerados se movem pela influência de algo a mais do que é possível observar.
“Uma consequência interessante ao lidar com escalas cosmológicas é que podemos testar qualquer teoria completa e alternativa da gravidade, porque ela deveria prever as coisas que observamos”, disse Uros Seljak, professor na Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, e no Instituto de Física Teórica da Universidade de Zurique, na Suíça, um dos autores do estudo.
“As teorias alternativas que não requerem matéria escura não passaram nos testes”, disse Seljak. Uma delas é a teoria da gravidade tensor-vetor-escalar (TeVeS), que modifica a relatividade geral ao evitar contemplar a existência da matéria escura.
O novo estudo contradiz um outro divulgado no ano passado que indicou que o Universo em seu início, entre 11 e 8 bilhões de anos atrás, não poderia se encaixar na descrição relativística geral da gravidade.
O novo trabalho foi publicado na edição desta quinta-feira (11/3) da revista Nature e tem como um dos autores James Gunn, professor de física na Universidade Princeton e “pai” do Sloan Digital Sky Survey, projeto iniciado em 2000 que pretende mapear um quarto do céu, observando mais de 100 milhões de objetos.
De acordo com a Teoria da Relatividade Geral, publicada por Einstein em 1915, a matéria (energia) curva o espaço e o tempo à sua volta – a gravitação é um efeito da geometria do espaço-tempo.
Isso significa que a luz se curva à medida que passa por um objeto de grande massa, como o núcleo de uma galáxia. A teoria foi validada muitas vezes na escala do Sistema Solar, mas testes em escala galáctica ou cósmica até então se mostraram inconclusivos.
Tais testes se tornaram importantes nas últimas décadas porque a ideia de que uma massa invisível permeia todo o Universo foi combatida por diversos físicos teóricos, levando a teorias alternativas que alteraram a relatividade geral de modo a não contemplar a existência de matéria escura.
A teoria TeVeS, por exemplo, estipula que a aceleração causada pela força gravitacional de um determinado corpo depende não apenas da massa desse corpo, mas também do valor da aceleração promovida pela gravidade.
A descoberta da energia escura, a força misteriosa que causa a expansão acelerada do Universo, levou à formulação de outras teorias para explicar a expansão sem levar em conta a energia escura, cuja existência ainda é hipotética.
Segundo Seljak, testes para comparar teorias concorrentes não são fáceis. Experimentos cosmológicos, como detecções da radiação cósmica do fundo em microondas, tipicamente envolvem medir flutuações no espaço, enquanto teorias gravitacionais estimam relações entre densidade e velocidade, ou entre densidade e potencial gravitacional.
“O problema é que o tamanho da flutuação, por ele mesmo, não nos diz coisa alguma sobre as teorias cosmológicas que estão por trás. Trata-se essencialmente de uma perturbação da qual gostaríamos de nos livrar”, disse.
Ao usar dados de mais de 70 mil galáxias vermelhas distantes, obtidos pelo Sloan Digital Sky Survey, Seljak e colegas verificaram que a teoria TeVeS mostrou resultados além dos limites de erro estabelecidos. A Teoria da Relatividade Geral se encaixou dentro do limite.
Os pesquisadores pretendem reduzir a margem de erro e, para isso, querem ampliar o escopo da análise para 1 milhão de galáxias. A quantidade será possível com a entrada em operação do projeto Baryon Oscillation Spectroscopic Survey, previsto para daqui a cinco anos.
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